domingo, 13 de setembro de 2015

Dona Joana de Ganthuá

“No terreiro dos Deuses vi pedra rolar, 
mas nunca vi acertar a cabeça de filho-de-fé.”



Pai Benedito




 "Digníssimos obreiros da Centelha Divina: Não desanimes se um pedregulho for colocado em seu caminho. Lembrem-se de que a jornada espiritual é um compromisso firmado antes da chegada a este planeta. Não deixem que uma simples garoa se transforme em uma tempestade e, quando tropeçarem, segurem-se nas mãos de quem verdadeiramente estiver apto a ajudar. Chamem seus guias/mentores e esperem os sinais antes de decidirem qual o rumo a ser tomado." Pai Benedito


Mestra Nada

“Você deveria cravar a conjuração do sete em seu peito e em suas costas para que nenhum mal pudesse alcançá-lo, mas perderia a satisfação de aprender com os erros e persistir em suas convicções mesmo todos dizendo o contrário”

Atividade Noturna do Espírito (Desdobramento)




Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

Preparação para o Sono

Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.

Façamos um preparo para o nosso repouso diário:

Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.

Mental Espiritual – leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.

DESDOBRAMENTO - É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.
O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

a) Conscientes: Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.

b) Inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) Voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.
d) Provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos – Apometria -, agentes desencarnados e encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) Emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se. Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.


e) Emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.


Aluney Elferr Albuquerque Silva) Fonte: Internet.

sábado, 18 de julho de 2015

QUANDO ACABA UM TERREIRO DE UMBANDA




UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a vaidade é maior que a caridade;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a fofoca e a intriga são maiores que o estudo e a disciplina;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a maledicência fala mais alto que a beneficência;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a atração sexual fala mais alto que a união fraternal;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a higiene física, astral e mental não são rigorosamente observadas;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando falsos médiuns são admitidos pelo dirigente na corrente apenas com intuito de aumentar a arrecadação financeira da casa;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando “as festas” e “homenagens” são mais importantes e concorridas que as “giras de atendimento” e “reuniões de estudo”;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando “as guias” (colares) são mais importantes que os “Guias” (mentores);

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando os “pontos” são cantados sem emoção e quando os “pontos” são riscados sem noção;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando se cobra o que NÃO DEVE SER COBRADO;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando NÃO SE COBRA o que deve ser cobrado;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a “mágica” substitui a verdadeira Magia;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando o “visível” é mais importante que o “invisível”;

UM TERREIRO de Umbanda acaba quando a falta de ética, o bom senso e o respeito se perdem;


UM TERREIRO de Umbanda acaba quando acaba a Fé, o Amor e a Verdade.

Mensagem de Sr. Exu Marabô – Médium Vanderlei Alves
Jornal de Umbanda Sagrada

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Irmão Josué

Certa feita, em um lugarejo havia um homem que vivia procurando uma cartola mágica que, segundo ele, fora utilizada por um velho bruxo da região. Achava ele que sua vida iria mudar após esse grande achado. Colocou anúncios, ofereceu recompensas, procurou por todos os lugares, mas... Nada de encontrá-lo. E assim viveu seus longos anos de vida sem fazer mais nada, a não ser a busca incessante pelo desconhecido. Todos da cidade riam quando ele passava e tachavam-no de louco. Mas o que queria ele com o “chapéu mágico”? Ora, segundo seus pensamentos, queria mudar o mundo, ajudar as pessoas necessitadas, corrigir o incorrigível. Não sabia ele que a verdadeira mudança se dá de dentro para fora. Pobre homem! Perdeu a oportunidade que lhe fora dada nessa faixa terrena e partiu... Moral da história: Não se deve esperar por algo ou alguém para iniciar a reforma íntima e prestar a verdadeira caridade. Comece desde logo e com atitudes verdadeiras, pois só assim poderá mudar aquilo que precisa ser mudado. Muita luz.

GUIAS E ENTIDADES


Todo médium possui o que chamamos de entidade chefe, a quem podemos chamar de guia. O guia é a entidade responsável pela faixa vibratória do médium; é aquele que comanda e autoriza o trabalho espiritual das outras entidades que, porventura, venha o médium incorporar.
Quanto às demais entidades do médium, estas são chamadas de protetores. O guia nem sempre se apresenta no início do desenvolvimento mediúnico do aparelho (médium). Às vezes outra entidade se apresenta com a finalidade de desenvolver o aparelho até que este (a) tenha boas condições de sintonizar a vibração do guia chefe.
Segundo dicionário Aurélio entidade é tudo aquilo que existe ou pode existir. Vêm ao nosso auxílio prestando caridade a todos aqueles que necessitam sem ver credo, cor ou nível social.
São sempre prudentes no que falam, jamais provocam intrigas, brigas ou demandas. Não ensinam o mal e não estimulam a vingança. A prepotência não faz parte de suas características.
Devem satisfação ao orixá da linha ao qual pertencem, e suas características são reguladas de acordo com a falange da qual fazem parte.
As entidades, assim como nós, estão sempre em desenvolvimento; seu trabalho na Umbanda é o meio pela qual a entidade se prepara para evoluir.
São portadoras de energias e conhecimentos fabulosos que adquiriram por si, receberam dos Orixás ou que retiraram dos campos da natureza.
Na Umbanda, manifestam-se de acordo com a linha a qual está situada, sendo as mais comuns as de Caboclo, Preto-Velho, Criança, Baiano, Boiadeiro, Oriente, Marinheiro, Esquerda etc.